
Dos livros que eu estou lendo (e dos que eu deveria estar lendo), o que mais chama atenção das pessoas é o Livro das Vidas – Obituários do New York Times. Surge aquela curiosidade do porque alguém estaria lendo obituários, algo nada comum de se ler, mas que está todos os dias nos jornais. A verdade é que ocidentais não estão nada acostumados com o tema morte.
Um breve resumo do livro, por Bill McDonald, o editor de obituários do Times: “os melhores obituários são aqueles que nos falam de pessoas sobre as aquais nós nunca tínhamos ouvido falar antes e nos deixam chateados por não termos tido a chance de conhecê-las”.
Ainda não terminei de ler, mas faltam poucas páginas para isso. A frase de McDonald reflete bem o meu sentimento sobre o livro. Várias das pessoas homenageadas poderiam ser seus vizinhos e você nem se dar conta do que eles fazem. Como a história que mais me encantou, a de Meyer Michael Greenberg. Durante 30 anos, entre o Dia de Ação de Graças e o Natal, quando o inverno aperta, ele distribuia luvas para os desabrigados. Um ato tão simples e que ajudou muita gente a se sentir melhor.
Claro que nem todos são meros desconhecidos. Alguns ganharam Prêmios Nobel, outros eram pessoas ricas e influentes de Manhattan. Não fiz uma contagem de todos os textos, mas desconfio que a maioria dos obituários do livro são de pessoas não tão anônimas, talvez por ser mais fácil colher informações deles.
A maioria dos textos também fala de pessoas que nasceram no começo do século XX e, talvez por isso, dê uma sensação gostosa de nostalgia. Eu comecei a viajar no livro, imaginando como as coisas eram na década de 30 e comparando com o agora e como as coisas poderão ser. Enquanto leio, vou imaginando um filme meio sépia, com narração em off.
Apesar de falar o tema, a primeira vista, ser a morte, acho que ele fala sobre a vida. Descreve como aquelas pessoas viveram, o que fizeram e como fizeram a diferença para os que estavam ao seu redor. Pode soar bobo, meio auto-ajuda? Até pode e até pode ser. Mas foi algo real, alguém que saiu da frente do computador e fez as coisas acontecerem lá fora e não ficou agitando protestos de sofá ou homenagens a mortos com cara de ações virais na internet. #prontofalei
Ver e ler pessoas tomando certas atitudes me faz repensar algumas minhas. Preciso dar um jeito nesta vida para ter um obituário razoável.
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Final nada a ver com nada.

Só tenho uma frase a dizer: quero ler esse livro!! =P
Curiosidade mode on. E aumentando..rs
Ai quero muuuito leeer!! Você me deixou com muita vontade!!
Parece ser uma leitura bem gostosa, apesar do “tema” relativamente pesado, mas acaba transbordando vida e ensinamentos…