
Tirando as séries da midseason, eu estou assistindo a outras duas: American Dad e Densha Otoko. Uma é americana e critica os costumes de seus compatriotas. O outro é japonês e conta a história de um otaku que se apaixona por uma menina rica. E qual das duas eu gosto mais?
A resposta é simples, basta ver no meu Twitter quantas vezes eu menciono a série. Embora o senso comum grite que eu deveria gostar mais de American Dad (até porque eu assisto e dou risada com Family Guy, do mesmo criador e com premissas bem parecidas), eu estou amando Densha.
Pois é, estou me divertindo muito mais com a história bobinha de amor. Talvez seja porque há uma identificação muito maior com o Yamada Tsuyoshi, otaku, que frequenta lojas em Akihabara e tem uma vida na internet, do que com Stan Smith, o agente da CIA, meio tapado, religioso, adorador da doutrina Bush. E olha que eu adoro uma boa crítica.
Tudo começou quando eu comecei a seguir mais pessoas que curtem a cultura japonesa e resolvi terminar de assistir Densha, que comecei a ver na casa do Thomás, peguei emprestado e não tinha parado para ver. Ainda acho que o melhor da série são os amigos internéticos do Densha (como referem-se ao Yamada na internet) e suas intervenções no relacionamento do garoto com a Aoyama-san. Mas a gente começa a ter afeição pelo nerd, porque suas intenções são muito puras.
Sabe aquele tipo de gente que te conquista porque é diferente de todas as outras, que tem um coração bondoso e que faz as coisas meio sem pensar, meio destrambelhado, mas sempre com a melhor das intenções? Esse é o Densha. É uma série que mostra que as pessoas podem sim ser boas, se ajudar e não querer passar a perna dos outros o tempo inteiro. Pode parecer um pouco de utopia, mas quem sabe?
Sabe quando você tem aquelas crises de identidade e acha que está sozinho no mundo? Mas então aquele bonequinho verde no MSN, que você nem conversa sempre, aparece e você resolve confiar. E ele se mostra mais compreensivo do que muita gente que está ao seu redor. E aquela pessoa do outro lado da tela nem te conhece, mas torce por você.
Claro que pode ser mentira, nunca se sabe. Mas como a série quer mostrar que é possível ter amigos do outro lado da tela e que gostamos das pessoas independente da sua aparência, vemos uma série de tipos esquisitos (e uns nem tanto, vai…) dando real apoio ao otaku.
Há quem ache triste o que irei dizer agora (e posso desenvolver melhor a ideia em outro post), mas isso é muito próximo da minha vida. O mesmo não dá para ser dito de American Dad, que nem tem a premissa de ser parecido com a realidade, mas de escancarar a hipocrisia dos americanos com relação ao mundo e a eles mesmos (e isso nem é ruim). Pense: seu pai é um agente da CIA, sua mãe é uma loira burra, sua irmã é uma hippie dos anos 70 em pleno século XXI, você é um rejeitado (tá, o Steve é o nerd da série, mas aquilo é o estereótipo de loser somente) egocêntrico e um alien mora com vocês. Ah, e o peixe de estimação é, na verdade, um nazista.
Dizem que American Dad é tudo o que Family Guy não conseguiu ser que, por sua vez, é tudo o que Simpsons não conseguiu. Não o colocaria em tão alto patamar; é uma série boa, veja bem. Mas quando se está vendo algo hiper sensível junto de algo hiper insensível… fica complicado não achar o segundo ruim.
American Dad tem suas boas sacadas, mas os personagens são tão caricatos que é difícil se ver ali. É mais fácil ter uma identificação com Family Guy. Aliás, as atitudes de vários personagens de um podem ser vistas no outro, o que é um pouco demais na minha opinião.
Mas sabe…
Ah, deixa para lá. Quando Grey’s Anatomy volta mesmo?

Depois de ler esse post, e me lembrar de quando vc me falou sobre essa série, fiquei com vontade de assistir…
E concordo com vc, entre a primeira e a segunda opção, fico com a primeira. Já vi alguns eps. de American Dad, mas confesso que nao me prendi à série. Talvez pq não seja meu estilo.
Hum, do jeito que você falou, parece que Densha Otoko e American Dad são séries comparáveis por serem elementos de mesmo gênero, o que não são. É como dizer que prefiro Yu Yu Hakusho a Machado de Assis, num exemplo mais exagerado. Não acho que são duas coisas comparáveis nesse sentido. Cada uma tem uma intenção, um estilo e um alvo distinto da outra, né?
Eu só comparei porque é o que estou vendo agora… e o que impactou mesmo. Eu poderia comparar qualquer um dos dois a qualquer outra série, mas não teria a mesma graça… =P
Só se for porque vc está vendo agora mesmo… xD
Pois é, eu sou suspeita pra falar… adoooro Family Guy, principalmente o Stewie. Sabia que os criadores da série já admitiram que ele é gay?
Eu também adoro o Stewie! Acho o máximo ele ser um babê gay debochado ahauhauaha
Bi, axo q vou amar essa seriezinha japa! Tb axo essa coisa dos amigos internéticos mto proxima da minha realidade, apesar de eu ter vários aqui, do meu lado…No mundo real! Vc mesma se tornou mais minha amiga e, hj, indispensável na minha vida, via MSN.
“Sabe aquele tipo de gente que te conquista porque é diferente de todas as outras, que tem um coração bondoso e que faz as coisas meio sem pensar, meio destrambelhado, mas sempre com a melhor das intenções?”
Posso te citar MUITOS exemplos de pessoas assim. E que eu posso falar…AMO DE PAIXÃO!
E será que o Thomás me empresta esses DVD’s?
huaahuahauhauhauhauha…
=]
É vc naquela foto do trem???