
Old Man, by innakayuta
É como se eu estivesse tendo um deja-vu. Quase que na mesma hora, no mesmo dia da semana, estou eu escrevendo um texto baseado em um seriado. Se bobear, comecei a escrever o primeiro texto após o episódio que acabei de ouvir. Para variar, era Grey’s Anatomy. Mas, naquela época, eu tinha o TGI para pensar sobre.
O episódio 7 da quinta temporada sempre me faz chorar. Sempre, sempre, sempre. Um dos casos é de um casal de velhinhos. Ela tem um tumor no cérebro e o Dr. Shepherd, o mais renomado neurocirurgião precisa operá-la. Para ajudá-lo, está a hiper competente Dr. Bailey.
Todas as vezes em que ela ia para uma cirurgia, ela assinava o DNR (Do Not Resuscitate, um tipo de acordo que diz que se o paciente tiver algum problema pós-operatório, os médicos não devem ressuscitá-lo), eles se despediam. E ele esperava que ela acordasse. E nesse episódio, ela não acorda.
E ele, desesperado, começa a massagear o coração dela. E chora. E eu choro junto. Choro junto por uma conjunção de fatores. Primeiro porque eu sempre choro quando tem alguma situação envolvendo idosos e crianças. Segundo porque me faz lembrar dos meus próprios avôs. E terceiro, porque é triste perder alguém que você ama, não importa o tipo de amor que você sinta pela pessoa.
Não somente por uma questão de romance. A gente se acostuma com a presença de algumas pessoas e sente a falta delas quando elas se vão… para sempre, a perda parece ser maior. Eu sou uma pessoa razoavelmente acostumada a lidar com a morte e eu caio no choro quando acontece, porque eu sou chorona.
E quando eu vejo histórias de velhinhos que passaram a vida inteira juntos e fizeram disso sua única forma de viver, apoiar-se um no outro… eu choro. Porque não é apenas um que morreu, uma parte do outro foi junto com o parceiro. Não me espanta saber que após a morte de um, o outro morra também.
Isso porque eu não acho bonito a dependência que algumas pessoas têm com relação ao parceiro. Quando todos os seus amigos já se foram, em quem você vai confiar toda a sua vida?
Aquela cena do velhinho indo embora do hospital… me parte o coração.
We born, we live, we die. Sometimes not necessarily in that order. We put things to rest, only to have them rise up again. So if death is not the end, what can we count on it? Because you sure can’t count on anything in life. Life is the most fragile, unstable, unpredictible thing that is. In fact, there’s only one thing about life we can be sure.

Escrevi sobre morte também no meu blog, acabei de comentar isso no msn com vc! O que me comove nesse episódio de Greys é o fato do outro velhinho ter que seguir sozinho… Sabe? Tb sou contra esse lance de depender do outro, mas chega uma altura da vida que fica difícil vivermos sós por mil motivos, seja saúde, seja tédio, seja amor… Nessas horas é que sabemos o significado do amor… Né?
Um bjuuu Bibizoca!
Bom, sempre digo isso, mas não custa repetir: sou péssima prá lidar com a morte. Pensar que um dia vou perder aqueles que amo me deprime tanto que anulo essa ideia da mente. Para mim, pais, irmão, amigos, avó e etc são eternos. Até que a vida prove o contrário.
Sobre a dependência que um cria sobre o outro depois de tantos anos de convivência acho isso bonito. Vejo pelos meus pais. Quando era criança, me perguntava o que os mantia juntos sendo tão diferentes e tendo tantos atritos. Hoje sei a resposta para isso: companheirismo. São tantos anos passados lado a lado que um não admite a ausência do outro. E faz de tudo para que a convivência dure muitos anos mais.
Belo texto.
bjos