
- Childhood suposed to be all about swings.
- Swings?
- Yeah. You know, how high can I go; if I twist the chains, how fast will I spin?
- What if I try to jump off before the swing stops?
- Exactly.
- I miss that feeling.
- Me too.
Essas frases ouvidas em Bones me trouxeram lembranças da minha infância. Quando eu era menor, também adorava ficar em balanços. Se pudesse, ficava o dia todo apenas balançando as pernas, subindo e descendo, sentindo o vento bagunçar meus cabelos e ouvindo música. Era um local seguro, onde eu podia ficar com as minhas histórias sem ser importunada.
Aos que não sabem, eu sempre fui de inventar contos em viagens, em carros e em balanços. Histórias que duravam apenas o suficiente para me distrair nesses momentos. Quando era criança, sempre viajava para o sítio que meu avô tinha, no interior. Levava umas duas horas para chegar e eu ia no carro ouvindo música e pensando em contos. Chegando no sítio, era um local só de brincadeiras, passeios no meio da natureza, medo das vacas e porcos, correria… basicamente, diversão como toda criança merece.
E então chega a mim um documentário chamado “Criança, a alma do negócio” e minhas lembranças da infância ficam mais fortes. O documentário mostra como as crianças de hoje estão muito sexualizadas, consumistas e não querem mais saber de coisas de crianças. Estão virando mini adultos. (E o documentário é ótimo, #assistão!)
Acho triste esta condição em que as crianças estão vivendo. Sou “das antigas” e acho que criança tem que se preocupar em brincar, correr por aí… e não em ficar na frente do computador, entrando no Orkut e vigiando a paquerinha de colégio ou coisa qualquer que o valha.
Eles terão a vida inteira para isso, mas ser criança MESMO é só uma vez na vida. Há quem diga que a gente volta a ser criança quando os filhos nascem. Eu tenho minhas dúvidas. Depois que a gente cresce, perdemos a inocência e a liberdade que uma criança tem. Perdemos a leveza que só as crianças nos mostram. Quando crescemos ganhamos umas virtudes e perdemos outras. Mas não há meios de recuperar certas coisas.
O adulto volta ao balanço e ele, invarialmente, traz recordações. Daquela infância gostosa com cheiro da laranja do pomar, dos pés passando suavemente na grama recém molhada pela chuva, do céu limpo que não estamos acostumados a ver nas cidades grandes.
Gostaria de voltar a sentar em um balanço em todos os finais de semana e esquecer que o mundo existe. De passar o dia indo e voltando e ficar dolorida no dia seguinte. Queria ficar em meu mundinho, ouvindo músicas e inventando mais histórias malucas (e, antes que alguém pense que eu só vivo no mundo da lua, minhas histórias “de balanço” e “de viagens” são mais parecidas com enredos de RPG e filmes de ficção do que com a vida real), protegida em uma bolha de infância.
Talvez seja essa uma das razões pelas quais as pessoas passam tanto tempo em massagistas, terapeutas e afins (eu inclusive). A gente perdeu algo de importante e não sabe direito o que é… e, ao invés de procurar em nós, vamos procurar nos outros. Quem sabe, uma volta ao nosso “besuto pureisu*” não nos ajude?
* besuto pureisu: jeito de japoneses dizerem “best place”. (piada interna)

É engraçado. Esses dias eu estava comentando com um amigo da faculdade sobre as crianças estarem perdendo a virgindade cedo demais. Fazem filhos sem terem condição mental de criá-los. No final acabam abandonando os coitados como se fossem brinquedos ou um objeto sem valor.
Tenho histórias assustadoras de crianças fazendo coisas de adulto como se fosse a coisa mais normal do mundo. As crianças de hoje estão aprendendo as coisas de um modo muito rápido. Tudo graças ao avanço das tecnologias da informação.
Se essas crianças são o futuro eu só tenho a lamentar…
obs: O mais assustador é saber que um pirralho de 7 anos sabe mais linguagens de programação, tem mais certificados e ganha bem mais do que você.
Eu acho que quando crescemos nós ficamos com medo de tudo, já percebeu? A inocência é fruto da ignorância, mas não a ruim, àquela da infância mesmo, em que tudo é muito novo, diferente, àquela que nos permite experimentar o desconhecido. Hoje não tenho coragem de pular do balanço devido à quantidade de ossos quebrados no meu corpo, mas um dia eu tive. E a sensação maravilhosa desses pqnos “arriscares” é o que fazia a vida tr um pouquinho mais de sentido, pena mesmo é a gnt crescer… E as crianças estão cada vez menos infantilizadas pelos próprios pais, que acabam por ser “adultos d+” e não compartilham várias coisas com os pequenos, não saboreiam as inocências, o algodão doce, o pedalinho, a bicicleta, o zoológico de fds…
Pra que levar os filhos na fazenda com video game em casa? Sou old school e acho que nada mesmo substitui uma boa família.
Um bjããooo Bibizoca!
[...] pensando em contos. Chegando no sítio, era um local só de brincadeiras, … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Esses dias estava lembrando da minha infância, de quando passava os dias brincando de boneca, ou correndo atrás de pipas junto com meu irmão.
Quando criança, não tinha o costume de viajar tanto quanto vc, mas adorava ir para a casa de uma prima que morava no interior. Gostava de sair na porta e ver o rio, que corria perto da casa dela. Adorava acordar cedo e ver aquela neblina característica do inverno. Ou puxar a corda do varal depois da chuva só prá sentir a água cair.
Vc tem razão quando diz que as crianças de hoje não tem infância. Vejo por primos meus, de 9, 10 anos. Ao invés de brincarem com bolas, carrinhos ou pipas, eles passam o dia no computador ou video-game, se preocupando com coisas de adultos, como carros importados ou aparelhos tecnológicos.
Infelizmente, essas crianças só vão perceber o quanto estão desperdiçando tempo quando a infância se for.
Bjos
ps: até hj eu tenho medo de balanços…rsrs
Nossa, todo mundo na vibe criança, né?
Além do meu post, fiquei conversando disso com a minha prima, parceira master de infância e ela falou que a infância deveria durar 20 aos, e a adolescencia uns 3 anos, hahahaha
Adorei o post.
“O ser humano nasce criança e se corrompe adulto”