
“Carne e unha / Alma gêmea / Bate coração / As metades da laranja / Dois amantes, dois irmãos / Duas forças que se atraem / Sonho lindo de viver / Estou morrendo de vontade de você”
Nesta semana temos o dia dos namorados e, como em todos os anos, a televisão (e a internet!) nos inunda de propagandas românticas, os solteiros entram em depressão profunda e afirmam odiar a data com todas as forças… até eles arranjarem uma metade da laranja para chamar de seu.
Uma amiga me disse que nesta data, os casais parecem mais felizes. Eu discordo, acho que isso é só o efeito que a propaganda quer que você, solteira, tenha. Assim, você se desespera para encontrar o seu par perfeito e consome os produtos deles.
E eu, a antirromântica (e anti regras do novo acordo ortográfico para o hífen), nunca achei que o dia dos namorados fosse uma data especial ou a ser comemorada. Não que eu seja um exemplo a ser seguido; eu comemoro o dia das crianças ainda. Para mim, ter ou não um namorado nunca me fez querer que essa data chegue logo ou que o calendário milagrosamente a pule. É uma data qualquer e que, neste ano, é ponte de feriado.
Há quem diga que eu penso assim porque namoro há mileanos. Isso não explica o porquê de eu pensar assim antes de começar a namorar. Não tenho ressentimentos pela data, encaro-a como um dia qualquer.
Vendo algumas amigas (e um pessoal no Twitter) reagirem tão negativamente ao 12 de junho e vendo tanta gente legal procurando um amor e não encontrando, eu tenho que perguntar: o que acontece?
Também não sou uma pessoa que procura intensamente um companheiro. Então até compreendo que as pessoas queiram alguém para chamar de seu, mas não entendo porque não encontram. Seriam deal-breakers muito exigentes?
É, não sei. Eu acho meio triste essa busca das pessoas por um parceiro. A maioria delas tem essa obsessão porque quer que alguém de fora preencha um espaço vazio dentro delas; um espaço que deveria ser preenchido com a própria pessoa. É tanto medo de ver quem você realmente é? Será que é por isso que tantos relacionamentos terminam?
Isso eu não sei. Não sou especialista em relacionamentos (e nem tenho pretensão de ser), mas tenho a ligeira impressão de que, neste campo, quem procura muito, não acha. Acontece a mesma coisa quando você procura alguma coisa obsessivamente para apenas encontrar quando está em busca de qualquer outro objeto.
Quem sabe, as pessoas devam ler mais “Ele não está tão a fim de você” e realmente aplicar em suas vidas. E, principalmente, lembrarem que o dia 12 de junho é só uma sexta-feira como todas as outras.

Pintou um reconhecimento em vários pontos desse texto, inclusive na busca incessante por alguém prá chamar de meu. Mas não sei pq cargas d’água esse ano não estou de bode. Rola aquela ansiedade, uma pontinha de tristeza, mas nada que um bom chocolate não resolva..rs
E estou começando a achar que tenho adotado a estratégia errada. Ao invés de procurar, vou desencanar. Quem sabe aconteça o mesmo que ocorre quando eu perco alguma coisa? Afinal, é deixando de procurar que encontramos aquilo que desejamos..rs
Sobre o livro, ele está aqui, no meu desktop. Espero amanhã conseguir sentar e ler. =P
bjos
Eu não axo q as pessoas soh procuram alguém pq naum conseguem viver sozinhas com elas mesmas… O ser humano é msmo gregário, sabe? De forma instintiva e natural! E o cinema, a propaganda e a sociedade patriarcal com os ideais de família “Doriana” inconscientemente colocam na gente o desejo de encontrar alguém para dividir as coisas da vida, sabe? Pq no final das contas amar alguém vai mto mais além dos romantismos, presentes e td o mais, aliás, essa eh a menor parte dos relacionamentos. Eu, uma romântica INCURÁVEL, sou suspeita pra falar…
Mas eu acho triste essa busca doida pelo amor, pq é ele qm encontra a gnt… E se não aconteceu nada ainda, é pq simplesmente não é a hr, nem a pessoa…Enfim… O importante é desencanar pra ser feliz!
Um beeeeeeejuuuu Bibizoca!
Francamente, poucas coisas são mais obtusas que esse dia dos namorados. O negócio já é suspeito em sua versão original, que é o dia de São Valentim, coisa que nós não comemoramos sei lá porquê. Em vez disso, fazemos a alegria do comércio no hiato entre o dia das mães e dos pais.
O que passa pela cabeça das pessoas para acharem que, no namoro (já que há a sutileza de consagrar o dia aos namorados, não aos casados, p. ex.), o dia 12 de junho é mais importante que o dia 11 ou 13? Nada, é isso que passa pela cabeça das pessoas. Absolutamente nada.
Aliás, absolutamente, não. Na verdade, pelo fato das cabeças serem vazias, são facilmente preenchidas por um monte de coisa que não presta (valorar um namoro pelo fato do menino ter dado flores ou chocolate naquele dia, por exemplo) e que foi plantada na mente pela lavagem cerebral da TV, revistas Capricho e cia. e publicidade indoor de shopping center.
Meu ressentimento com o dia 12 não mudou quando arranjei namorada, e nem teria porquê – eu não falo mal do dia só por dor de cotovelo; não ajo igual à raposa da fábula do Esopo que desdenha as uvas só porque não consegue pegá-las. Meu ressentimento com o dia é que ele é mais um que vejo ilusões bestas dominando a sociedade imbecil. Não dá para achar isso gostoso e ponto final.
Mas deixando isso de lado, a Éricka falou algo interessante, sobre a natureza gregária do ser humano. Concordo com ela nisso, e também quando ela diz que amar vai além dos relacionamentos. Realmente, o amor é uma coisa linda e exuberante, e muito maior do que o que existe entre namorados. Amor existe entre amigos, irmãos, pais, filhos e até mesmo entre desconhecidos, dependendo do caso. Frente a toda essa força, o dia dos namorados fica de novo ridículo…
Concordo pessoas que procuram outras pra se completarem não vão ter futuro… Acho que ter um companheiro é importante, mas para agregar mais e não para preencher supostos vazios.
Amei o post, tudo a ver comigo tb heheh, somos realmente parecidas
bjocas
Tarde de chuva, pré-feriado e amei ler seu post.
Com namorado ou sem, confesso que nunca me ligo muito no dia dos namorados. Até os 16 anos, sim. Mas depois.. .sei lá… esqueci.
O dia dos namorados deixou um dia que poderia ser legal em um grande clichê. Não existe lugar possível para ir, sem que aja algum casal. Muito deles mal conversam. What the hell they’re doing together? Fica aquele mal-estar no ar, que obriga aqueles que namoram a ficarem juntos, a aqueles que estiverem solteiros caírem na balada. Pra que?
Eu amo ficar solteira, e não vou entrar em depressão dia 12. Se eu namorasse, eu ia amar meu namorado, e nem um pouco mais, ou menos, no dia 12. Ele não muda nada. Ou talvez mude, mas apenas para estimular o consumo.
Eu sou super romântica, mas dia dos namorados me deixam enjoada.
Amei, amei o post! Me identifiquei total.
beijão