Um assunto que estou há tempos para comentar e não o fiz ainda são as regras eleitorais para a internet. Como muitos, acho um absurdo blogs não poderem expressar opiniões mais contundentes. Assim como também não acho legal proibir os candidatos de usarem redes sociais para divulgar seu conteúdo. Enquanto nos EUA temos um grande debate entre McCain e Obama – não apenas sobre seus projetos para o país, mas também sobre como as chamadas “novas mídias” podem ser usadas na política -, no Brasil, a questão é quase velada e poucos se arriscam a falar sobre o assunto.
Os que tentam são censurados. E, pela falta de informação dos dinossauros que cuidam das instituições brasileiras, sites são tirados do ar por engano, sem aviso prévio ou pedido de desculpas após a descoberta do erro. Não faz muito tempo que o blog Twitter Brasil foi tirado do ar erroneamente por um pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. E faz um pouco mais tempo que o TRE proibiu o acesso dos brasileiros ao YouTube, depois que uma apresentadora fez o que não devia aos olhos públicos – e quis culpar os paparazzis por terem flagrado a cena.
E o que ganhamos com isso? Bem, muito pouco. As discussões sobre a cibercultura estão borbulhando, mas nada está sendo efetivamente aplicado. Há muitas divergências ainda, claro. Mas não está na hora de agir?
Com isso, voltamos aos estado-unidenses. Obama já declarou ser um viciado em internet, tem blog, participa do Twitter. McCain, representante da velha geração, não é tão conectado. É compreensível que o eleitorado dos candidatos seja tão diferente quanto a relação de cada um com a web. Como em muitas coisas relacionadas aos EUA, eles são pragmáticos até na escolha do presidente. É 8 ou 80, ou você está comigo ou não está. Aos olhos públicos, são dois candidatos literalmente opostos, cuja única semelhança são terem nascido no mesmo país.
Será possível fazer a mesma relação com os candidatos brasileiros?
Vejamos. Os partidos que mais podem ser considerados opostos são PT x PSDB ou será que é o DEM x PSDB? Resolvida a questão, quais candidatos têm idéias opostas? E mais, quais deles adotam posturas diferentes na vida pública/privada?
Somos uma nação tão igual ou os americanos é que brigam por qualquer coisinha?


Acredito que os blogs aqui foram impedidos no sentido que você apontou porque senão haveria um enorme lobby no estilo da Veja anti-Lula etc. Tem blogueiro que, diferentemente de nós, forma opinião por aí. Mas a lei não poderia discriminá-los e a nós não, entende?
É como se ela evitasse males arrancando-os pela raiz, antes de se mostrarem efetivamente como males. A medida é dura, mas não vejo tanto gravame nisso dado o período curto de eleições e que podemos discutir política ainda dentro de alguns limites.
Quanto aos EUA, bem… lá a eleição é grande reality show deles há anos. Ponto.
E não é que nós somos uma nação que não diverge politicamente. Nada mais falso que isso (e vejo que foi nesse sentido que você fez a provocação). A questão é que aqui o pau quebra em outro tipo de galinheiro… nosso combate é muito distinto.
ebaaa
vc tb já esta linkada no meu blog!
beijosss
Sem oito ou oitentas: os americanos as vezes discutem por qualquer coisinha e é mehlor que a gente que não discute sobre nada. Eu acho essa discussão sobre internet interessantíssima, e nada por aqui. Talvez porque lá a a acessibilidade é maior, né e aqui, as pessoas mal sabem ler…
Nesse fim de semana sou mesária e é uma tristeza o número de pessoas que assina com a digital, demora 5 minutos para assinar o nome, não sabe se é eleição presidencial ou o que, não sabe o número, e daí, a discussão da internet parece tnao distante! E por outro lado, se a internet fosse mais um ferramenta, tanto melhor, mais um meio dispnível para as pessoas terem mais consciência, né…
Eu acho que nós somos tão alienados quanto eles, mas gostamos de nos achar superiores uma vez ou outra.
Assim como rimos dos estado-unidenses não sabendo coisas básicas sobre o próprio país, a gente também não sabe.
A gente acha absurdo muito do que acontece lá porque não entende a cultura deles. Assim como eles confundem todos os países daqui.