Ela é linda, especial e Miss Mundo!… com apenas 5 anos.
Assim como a pequena Oliver Hoover (Abigail Breslin), de Little Miss Sunshine, muitas meninas sonham em ser misses. Ou suas mães sonham em serem misses e projetam esses sonhos em suas filhas, que, por sua vez, desejam ser misses.
No filme, a família Hoover mobiliza-se para levar a caçula a um concurso de miss. Chegando lá, a família vê o quão desumano esses programas são. As meninas são ensinadas a se comportar como mini-adultos, são devidamente maquiadas, penteadas, vestidas como princesas e agem como tal. Bonecas de porcelana, perfeitas, lindos sorrisos.
Eu questiono o quanto isso é saudável para uma criança. Não poder ser ela mesma, agir como alguém de sua idade e tendo que se submeter ao capricho de mães que pensam estar fazendo o que as filhas querem, quando deveriam é estar cuidando de sua prole e protegendo-a de tantas pressões. Que tipo de pessoa essa menina pode vir a ser? Mais uma BBB?
Posso estar sendo extremamente conservadora (aliás, “extremo” tem sido a palavra de ordem da semana), mas eu não consigo ver os benefícios de ter uma filha mini miss mundo. A garota é linda, com certeza, mas… será que ela vai ser alguém que apenas se importa com o exterior ou será capaz de ver além? E não me refiro apenas aos outros, mas a ela mesma.
Deve ser ótimo ter uma criança para expor como se fosse uma roupa na vitrine.
Submeter a criança a um ambiente de um concurso de beleza me parece desumano. Tanto mãe como filha ficam horas esperando o horário da pequena ser fotograda, mesmo que passe da hora de dormir. São horas de preparação (maquiagem, roupa, treinamento). Algumas ainda têm que usar dentaduras, pois seus dentes são feios demais para a passarela.
A gente se choca com o caso da menina que foi substituída por uma mais bonita para cantar na abertura das Olimpíadas, mas esquece de olhar para o próprio umbigo. É exatamente a mesma coisa: mostrar para as crianças que a beleza é mais importante do que suas habilidades. Claro que, quando é no vizinho, a gente se espanta mais, né? Enfiar o dedo na ferida alheia dói?
Há um tempo, vi uma propaganda no Discovery Home & Health de um programa sobre os bastidores de desfiles infantis. Não encontrei o link no site, acho que era um especial. Mas as cenas do comercial me arrepiavam. É nojento o que os pais fazem com a criança, que acha que está linda porque é o que todos lhe dizem. A criança não pode dormir (para não amassar o cabelo), não pode brincar (para não amassar a roupa), não pode comer (para não sujar os dentes). E as mães incentivando com frases do tipo:
- Olha a sua postura! Parece uma retardada! Você quer parecer uma retardada?
Para depois dizerem:
- Estou fazendo a vontade da minha filha, ela adora isso!
Acho que eu não tenho mais idade pra isso.
P.S.: Agradecimentos à @paulamiguel por ter me mandado o link com a notícia!
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Update: A Dani Koetz, do Ah! Tri Né! também publicou um texto sobre a menina. Concordo com o ponto de vista dela.


exatamente. envolver uma CRIANÇA num mundo cheio de futilidades é praticamente condenar o seu futuro. Eu não aprovo tal coisa de maneira nenhuma.
Bom, não é preciso dizer que qualquer exagero (ou extremo, se preferir) certamente causa algum desequilíbrio.
Mas e se sua filha de 5 anos sabe desse mundo “da beleza” sei lá como e quer porque quer ser “modelo”? O que fazer? Simplesmente proibir porque não é “saudável”? Tentar conciliar esse tipo de “atividade” com outras chamadas “naturais” ou “saudáveis”, não deixando a criança passar por situações citadas no texto?
Nesse caso, eu não proibiria, mas suspenderia. Tem um monte de coisas que eu como criança gostaria de fazer e meus pais me impediram, sem prejuízo da saúde da minha formação. Não vejo problemas. Mais sensato parece investir na maturidade da criança para, no futuro, ela encarar isso já amadurecida, se ainda desejar.
O caso das chinesinhas da Olimpíada tem um agravante: elas foram uma fraude.
Curiosamente, escrevemos coisas semelhantes nesta semana, hein?
Olá, sou EU a mãe da mini miss, Natália do Amaral Stangherlin, que com apenas 5 anos participou e merecidamente venceu o concurso Little Miss World, no Equador. Só para esclarecer o quanto fico feliz ao ler estas matérias e ver o quanto o país precisa de jornalistas e reporteres como os que já me entrevistaram, como por exemplo do G1, da Revista Veja, Rede TV, Extra e outros.Pois são inteligentes o suficiente para pesquisar, ler, estudar e ir em busca de notícias precisas, verdadeiras, informando à população a realidade de como acontece um concurso desses, onde é avaliada a graça, a simpatia e por último a beleza das candidatas com idades entre 3 e 8 anos. A Natália está cursando o primeiro ano da Escola Objetivo Júnior, onde lê e escreve, fala inglês e espanhol. Brinca, faz ballet e natação com seu irmãozinho de 3 anos.
É uma criança invejável, pelo amor que espalha por onde passa, pela boa educação que recebe da família(aliás, família de respeito, tradição e trabalhadora), pelo jeitinho meigo aliado à uma maturidade natural.
Estou à disposição, assim como minha casa está de portas abertas para quem quiser saber um pouco mais sobre nossa pequena e doce Natália.
Olá, Daniela. Fico feliz por ver que sua filha é uma menina saudável. Acho muito bacana que a família procura por notícias relacionadas à menina, mostra uma preocupação que muitos pais não têm. Parabéns =)
Para deixar claro, em momento algum questionei o fato de a Natália ter ganho o concurso de miss. Se ela participou e venceu, parabéns a ela. Eu critiquei a hipocrisia ao redor desses concursos e como as crianças são submetidas as coisas que não deveriam. Fico extremamente agradecida em ver que você não é uma das mães neuróticas que descrevo no texto. Se existissem apenas mães como você, não teríamos programas como o da Discovery Home & Health.
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Fabi, acho que, se a criança resolve querer ser modelo, não tem problema, contanto que os pais da criança acompanhem de perto e não se deixem levar pelo glamour que aparenta ter. A criança não tem discernimento o suficiente, mas os pais devem ter.
Se eu tivesse um filho, não o deixaria nesse ambiente pois o considero prejudicial. Concordo com o pensamento do Thiago, também fui impedida de fazer um monte de coisa quando era criança e isso não prejudicou minha formação.
Mas, ressalto: cada pai sabe o que é melhor para seus filhos. Respeito todas as opiniões e acho muito saudável essa pluraridade de pessoas. Afinal, é muito chato todo mundo querer a mesma coisa, não?
Além disso, nenhuma delas parece uma criança perfeita pra mim. Elas me parecem mais Munchkins saídos direto do Mágico de Oz. Ooompas Loompas mulheres. Tudo, menos crianças perfeitas..
E tem pai que não sabe nem o que é bom para si… hahaha
Biii! Eu te contei que paguei um pau pro cabelo dela, né?? Eu tenho medo de pequenas Barbies assim, hauhuahha! Adorei teu texto, como sempre.
Beijo
Pois é, Fabi… é por isso que sou a favor do Ministério da Procriação! (lado totalitário aflorando)
Assim como o governo obriga a pôr-se iodo no sal para evitar bócio e flúor na água para evitar cáries (cáries? enfim, é para a saúde bucal), deveria também colocar na água uma espécie de anticoncepcional para homens E mulheres. Assim, todos seriam impedidos de, a princípio, terem filhos.
Quer ter um filho? O que você quando vai adotar? Não passa por uma avaliação? Pois bem, o mesmo deve ocorrer. O Ministério da Procriação fará avaliações psicológicas e materiais de quem quer ter filho, e se o casal ou a pessoa passar no teste, receberá remédios que inibirão os efeitos dos anticoncepcionais por, digamos, um ou dois meses. Se não conseguirem ter filhos, é tratamento pelo SUS.
Ajudaria ou não a evitar problemas de pais que não sabem o que é bom para si e seus filhos?
Hehehehe (totalitarismo diário acabando)
E eu pensei que tinha as idéias totalitárias, olha só, heheheh
A escola não poderia agir nesse intuito de avaliar se os pais estão “criando bem” seus filhos? Se bem que seria uma coisa mais “remediativa”. E uma idéia bem utópica, pra falar a verdade.
Pessoalmente eu acho que está tudo bem enquanto a criança “fica em seu mundinho” e os pais não demonstrem a competição para a criança… Lembro um episódio de “Eu a Patroa e as Crianças” que exemplifica bem isso, heheheh. A menina tá lá em seu mundinho, enquanto a mãe quer ganhar a todo custo, e o Michael (pai) vai lá e mostra que o importante é se divertir.
Eu não gosto desse tipo de concursos, porque a criança fica parecendo uma “boneca de plástico”. Maquiagem, produtos no cabelo, roupas cheias de babados…
Criança tem que ser livre, andar com roupas leves, deixar o cabelo despenteado e não usar maquiagem, porque dá rugas…
Acho um abuso contra as crianças… No Brasil fala-se tanto do trabalho infantil e, prá mim, concurso de Miss Mirim é isso, trabalho infantil… As crianças gostam porque se sentem importantes, porque os pais dão atenção… Mas pergunta prá elas se elas não queriam, na verdade, estar brincando…
Beijocas
Linda demais! Mas tão pequenininha, ja com cara de pré-adolescente! o.O
Adorei seus textos =]
Thiago, seu fanfarrão!
Wow… tapa de pelica na sociedade! Mandou mto bem!
Mas la nos EUA eh mto normal isso… e qdo eu digo MTO, eh mtoooooooo mesmo! hahaha Eu me hospedei num hotel em Orlando em q estava acontecendo um ‘beauty pageant’ desses… juro, eu tinha uns 10 anos e me lembro até hje… msmo com 10 anos eu fiquei completamente horrorizada!
Eh mto triste, neh.. crianças quase sem futuro.. com pais quase tão ignorantes qto elas – o único porém é que a ignorância delas diminui com a idade, enquanto a deles parece que aumenta! Dpois a gte naum entende pq a Britney eh do jeito q eh, ou pq a Lindsay Lohan eh tão perdida… todas egressas de concursos d beleza infantis.
Como eu sei q vc adora seriados, eu indico o episódio d Friends em q a Rachel é convencida pela Phoebe a levar a filhinha Emma num desses concursos… eh mto bom! Dei mta risada… Friends eh Friends, neh…
Bjoos corazón!
Ontem mesmo mudando de canal acabei vendo essa menina, no SBT.
A mãe super orgulhosa sendo entrevistada. A menina não tinha liberdade para responder UMA pergunta. Ficou nítido que ela pensava, olhava para mãe e após um sentimento de aprovação ou um “cuide o que você vai responder” ela monossilábica, respondia.
Deu uma bela tropeçada quando entrou com um vestido que segundo a mãe é “pesado e tem não sei quantas mil pedras”…
Luzes no cabelo que ela “sabe que faz” mas não sabe o nome. Rímel no olhos, auto-bronzeador no corpo…
Enfim, a criança pode não ser…
Mas a mãe fez parecer uma retardada.
Ah!
Detalhe que eu não poderia deixar passar em branco.
“O cabelo dela é fino demais, então colocamos um mega hair”
E como toda criança, a dentição dela não é perfeita e se você falou de dentaduras (o que achei absurdo) nessa foto, ela está usando uma.
Então sofremos do mesmo problema.
Eu gosto tanto das que assisto que acabo não abrindo mão para séries novas, hahaha.
Na verdade acho que objetivo é totalmente um “alice” em SP, né?
Chamada totalmente mágica, haha.
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gostaria de obter informações sobr concursso de miss mirim pois tenho uma filha de 8 anos e gostaria de participar. agradeço desde ja Adriana