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A esta altura, acredito que muitos já sabem o que está acontecendo na USP. Se não sabem, dêem uma lida nos jornais, blogs, perfis de sua preferência e forme a sua opinião.

Vi gente defendendo a polícia no campus dizendo que ela traz mais segurança para os estudantes, mesmo quando abusa do poder que tem. E depois, afirmam que a ditadura ficou no passado.

Na minha cabeça, um Estado democrático não pode ter uma polícia que abusa de sua autoridade para “trazer paz aos cidadãos”. Que “cidadãos” são esses, pergunto. Aqueles considerados “de bem”? Aqueles teoricamente protegidos por esta polícia, até que eles mesmos sejam as vítimas do abuso de autoridade?

Se você está defendendo que a polícia pode sim bater em manifestantes, estudantes, pessoas que fumaram maconha no campus, tudo em prol de uma “USP mais segura”, é hora de rever os seus conceitos sobre o mundo. Não é democracia que você quer quando corrobora esse tipo de comportamento.

E isso sem falar na falta de identificação dos policiais (algo exigido por lei, ou será que você também acha que isso pode ser “irrelevante”, já que estão prendendo gente fumando maconha, aquela droga ilegal e, portanto, contra a lei?) e o absurdo que é três estudantes terem poder suficiente para conseguir movimentar tantas pessoas a protestarem a favor deles e somente deles – e da maconha – ; só eu achei que tinha algo esquisito nisso?

Ou a lei só pode funcionar quando está ao seu favor?

Ah! Se a maconha fosse o problema da USP…

P.S.: Quando o estudante foi assaltado e morto no começo do ano, a polícia estava no campus e, além de não evitar a morte do estudante, não conseguiu pegar os bandidos. Não é para se pensar um pouco?

A essa hora, todo mundo já deve saber que Steve Jobs, cofundador da Apple, gênio da nossa época morreu. Muita gente deve estar cansada de ler homenagens ou saber da vida dele, então já aviso: esse texto é mais um desses e sinta-se livre para ler outro blog.

Já começo pelo básico: Steve Jobs mudou a minha vida.

Foi por causa da Apple que, assim como a Stella, consegui o meu primeiro emprego fantástico: trabalhar na MAC+. Foi ali que eu aprendi a respeitar o Jobs, a gostar verdadeiramente da Apple e entender porque aquela companhia com um logo de maçã conseguia ter tantos fãs, a comunidade Apple. Antes, ela era uma empresa que fazia uns computadores bonitinhos (e eu queria um dos coloridos) e só.

Foi por causa da Apple que eu aprendi a respeitar e assimilar a cultura do Vale do Silício. Com a Apple, eu aprendi um pouco de estética, design, que empresas podem ter uma filosofia com a qual eu me identifico, que é legal ficar feliz por lançamento de produtos que eu nem penso em comprar, que o consumidor importa, sim.

Foi com Steve que eu aprendi que se uma empresa faz o mínimo necessário para o consumidor, ele se torna fiel. Basta tratá-lo como ser humano, e não como uma máquina ou um número. Que fazer produtos “bonitinhos”, cheios de “frescuras” faz toda a diferença.

Eu tenho plena consciência de que ele não era um santo. Sabemos que ele era arrogante, tratava mal os empregados, roubava ideias dos concorrentes, demorou para reconhecer uma filha. Não tento camuflar os defeitos dele; tento aprender com os erros alheios. Afinal, “o mais importante não é quantas vezes você erra, mas o que aprende com os erros”.

Ao contrário de muitos applemaníacos, eu não o conheci pessoalmente e nunca estive presente a um de seus keynotes. Acompanhei alguns ao vivo (seja pelo streaming da Apple ou pelos sites internacionais); outros, assisti baixando pelo iTunes. Admiro o seu talento como marqueteiro, apresentador, vendedor. Admiro também a sua visão.

Mesmo que você não goste da Apple, precisa reconhecer que Steve mudou o mundo pelo menos três vezes: com o iPod, com o iPhone e o iPad. Mesmo que você seja o maior fanboy da Microsoft ou de Linux ou de Android, Steve Jobs também mudou a sua vida.

Até hoje, eu pensava que eu não tinha ídolos. Me espantei com a minha tristeza ao ler sobre a morte de Jobs – que não era algo inesperado, mas sentir é diferente de saber. Foi muito surreal eu ter terminado de assistir à keynote de ontem e a primeira coisa que li no Twitter ser a morte dele. Primeiro, pensei que era um hoax. Depois, vi que vários sites confiáveis deram a notícia. Por fim, veio a confirmação pela Apple. Não tenho vergonha de dizer que chorei. E aí caiu a ficha: Steve Jobs era o meu ídolo.

Por tudo o que ele fez, por sua visão de mundo e por ter revolucionado a tecnologia como conhecemos hoje, deixo aqui o meu “muito obrigada”. Por tudo. Descanse em paz.

Agora fica difícil não pensar que o iPhone 4S não é “for Steve”.

E vai ser difícil ler a biografia dele sem cair no choro.

Quem quiser deixar as condolências, a Apple está pedindo para que enviem emails a rememberingsteve@apple.com

“Stay hungry, stay foolish”

 

Já faz um tempo que vi este meme no Pensamenteando, da Jacque, e, como boa leitora, fiquei com o dedo coçando para escrever os meus hábitos de leitura. Até porque fazia um bom tempo que não parava para ler de verdade, mesmo sendo uma pessoa que lê a todo momento (explico abaixo). Resumindo: era apenas um pretexto para que eu voltasse a ler a pilha de livros que enche o meu quarto de poeira, analisar alguns hábitos e não abandonar o blog. =P

E também porque acho deveras interessante saber dos hábitos de leitura de cada um. Cada pessoa tem uma relação diferente com os livros, desde o momento em que escolhem um na livraria ou site até terminarem de ler. Eu fico curiosa para saber como os outros guardam os livros para pegar dicas de organização, por exemplo. Mas vamos ao que interessa. A lista não tem uma ordem definida.

1 – Todos os anos (desde 2005), minha única promessa é ler “Ulisses” até o meu aniversário. Isso porque um professor na faculdade disse que esse era um dos livros mais difíceis de ler e eu teimei que eu deveria ler. Pois bem, é 2011 e ainda estou na promessa.

2 – Escolho livros pela capa. Assim como tenho um consumismo quase desenfreado por esmaltes, também o tenho com livros. Às vezes, estou a fim de ler algo bem bobo (por exemplo, terminei de ler O Diário de Briget Jones hoje), mas não tenho uma recomendação. Vou pela capa que achar mais bonitinha.

3 – Gosto de ter os livros, de guardá-los no quarto, de pegá-los, de ter em mãos se quiser ler de novo. Não gosto de pegar em bibliotecas, porque sei que terei alguns dias para ler antes de pagar multa e eu não sei quanto tempo demorarei para terminar.

4 – Me apego aos livros. Se gosto muito, corro para terminar, mas quando percebo que falta algumas páginas, eu paro de ler, porque não quero que aquela história termine. Eu sofro, rio e choro com os personagens. Sim, sofri horrores quando estava terminando o sétimo livro de Harry Potter.

5 – Por outro lado, se a história não me cativa o suficiente, o livro fica meses sem ser tocado e tenho que reler o coitado para continuar a leitura.

6 – Um dia, hei de ter uma estante. Outra promessa de começo de ano não cumprida.

7 – Tenho muitos livros em PDF, mas não consigo lê-los. Devo ter lido uns cinco na vida, sendo que quatro devia ser livros para o TCC e o outro era “Ele não está tão a fim de você”. Não tenho muita paciência para ler PDFs de livros. Porém, eu trabalho com internet, passo o dia todo no computador lendo sites ou blogs e isso não me cansa.

8 – Desde que comecei a trabalhar com internet, minhas leituras offline diminuíram muito. Este ano, tenho a meta de ler, pelo menos, um livro por mês. Até agora estou conseguindo manter.

9 – Não gosto de rabiscar em livros, tenho pavor em pegar um lápis e fazer uma anotação, mesmo que seja no cantinho. Mas acho lindo quando compro um livro no sebo e ele tem anotações, como uma personalização dele.

10 – Sempre carrego post-its na bolsa para deixar marcado que alguma frase é importante e eu devo anotá-la.

11 – Há anos eu tento manter um caderno para as anotações de frases boas de livros, há anos essa ideia não vai para frente. Devo ter uns três ou quatro cadernos iniciados e largados.

12 – Estou sempre com um livro na bolsa, mas raramente pego para ler em filas. Para esses momentos, existe smartphone.

13 – Ler em transporte (público ou privado) me dá dor de cabeça e enjôo.

14 – Livros mais técnicos, como os de faculdade, eu faço fichamentos.

15 – Na livraria, gosto de ler um pouco do começo do livro antes de comprá-lo.

16 – Adoro sebos, porque sempre há livros que eu quero a um preço bem mais acessível. Posso ficar horas só vendo o estado de conservação dos exemplares, mais do que o tema do livro.

17 – Não ligo em ter xerox de livros, até porque estes eu não tenho dó de marcar (com lápis, caneta ou marca texto). Principalmente se os originais são caros ou estão esgotados na editora.

18 – Quando estou com sono, prefiro ler livros em inglês, parece que a leitura flui melhor.

19 – Tenho dó de vender meus livros. Acho maravilhoso as pessoas venderem os que não gostaram ou os que já leram para os sebos, mas eu não tenho esse desprendimento. Posso odiar o livro; ele estará na minha estante me lembrando o quão ruim ele é.

20 – Não tenho problemas em emprestar livros. É ótimo que amigos troquem suas impressões sobre as histórias, gosto de debates literários.

21 – Pode ser clichê o quanto for, minha posição preferida de leitura é sentada na cama. Em segundo, apoiada na escrivaninha. Ambos com a luz do abajur iluminando.

22 – Assim como a Jacque, eu não faço questão de lembrar de detalhes dos livros. Me impressiono muito com quem sabe até a cor do chá que o personagem X bebeu na cena Y; só que é o tipo de coisa que não me prende. Se sei do contexto geral, passa muito batido. Talvez por isso eu quase nunca descubra quem é o assassino em livros policiais.

23 – Quando eu estava aprendendo a ler, tinha mania de ler em voz alta as placas das estradas e ruas. Nunca soube o que é ler devagar.

24 - Ler no absoluto silêncio (como bibliotecas) me dá sono. Costume da faculdade, quando eu ia para as bibliotecas de Direito ou Economia cochilar. As bibliotecas de Comunicação eram barulhentas demais para dormir.

25 – Os vídeos que eu mais gosto da Elle Fowler não são os de maquiagem, são os Glitterature. Eu compro/leio livros seguindo recomendação dos amigos, as dicas dela são ótimas (se você gosta de literatura infanto-juvenil como eu). Comprei a coleção House of Night sem ter lido uma única linha graças a ela e às promoções do Submarino. E gostei 8D.

E os hábitos de vocês, quais são?

[.a cidade do sol.]

“Aprenda isso de uma vez por todas minha filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente.”

(Khaled Hosseini, A Cidade do Sol)

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